20/10/2007

Perfil baixo

Museu das Histórias em Quadrinho, Bruxelas, Bélgica (29/05/2004)

O Tintin é belga. O Poirot também. E acho que as celebridades belgas acabam por aí...


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Galeria Saint Hubert, Bruxelas, Bélgica (29/05/2004)

Capital do Art Nouveau.


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Sede da OTAN, Bruxelas, Bélgica (30/05/2004)

Aréa 51.


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Bruges, Bélgica (31/05/2004)

A simpática arquitetura flamenga.




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Grande Canal, Bruges, Bélgica (31/05/2004)

Veneza do norte.



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Begijnhof, Bruges, Bélgica (31/05/2004)

Begijnhof quer dizer "Bairro das virgens" (e isso não é uma brincadeira).




Senhores distintos

Fronteira Católicos-Protestantes, Belfast, Irlanda do Norte (04/08/2004)

New life.


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Braşov, Transilvânia, Romênia (26/08/2004)

Mathei e seu paletó amarelo.


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Cemitério muçulmano, Istambul, Turquia (15/04/2005)

Tudo no seu devido lugar.


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Ouro Preto, Brasil (08/06/2007)

- O senhor sabe onde fica o oratório do Vira Saia?

- Fica lá pra cima...

- Mas a gente acabou de vir de lá e não encontramos nada!

- Então fica lá pra baixo, uai...


Arte sacra

Museu do Louvre, Paris, França (04/11/2005)

O padroeiro dos pescadores.


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Museu da Idade Média, Paris, França (15/11/2005)

Sutilidade medieval.


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Museu do Oratório, Ouro Preto, Brasil (08/06/2007)

Jesus nas alturas.


Itália (parte I)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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Prezados,

Começar é sempre o mais complicado. Pensei em uma parábola como parágrafo introdutório: um agricultor, pensando em preparar sua lavoura, decide semear. As primeiras sementes ele joga num terreno arenoso. Depois, ele semeia um campo seco. Em seguida, um campo pedregoso. E, finalmente, as sementes acabam por cair em terra macia e bem adubada. As primeiras sementes...

Eu nunca lembro o que acontece com cada semente. Sei que umas são queimadas, outras têm raízes pouco profundas, outras são comidas por pássaros, e que as únicas que não se ferram são as da terra macia – mas não lembro a relação terreno/destino das sementes...

Depois de dois parágrafos inspirados, o objetivo desse email: relatar mais uma das minhas viagens, da maneira mais longa possível. Está ficando batido, mas o que é batido acaba virando tradição. E tradição é bom! Então, mantendo a tradição, começa mais um...


Diário de viagem sem fim do Mauro

Episódio de hoje:

Itália


Preparativos

Sempre gosto de exaltar como são cansativos e complicados os preparativos das minhas viagens. Dessa vez não poderei fazer o mesmo: a grande verdade é que decidi conhecer a Itália quinze dias antes de embarcar, não reservei nada, planejei muito pouco. Estabeleci cidades que gostaria de visitar, encaixei essas cidades de maneira (semi) lógica num planejamento tosco, comprei uma barraca de camping (para não ter que reservar albergues) e convidei mais quatro malucos para embarcarem nessa furada comigo.

Os quatro malucos foram os já célebres Juliana, Ewerton e Pedro, acompanhados de Ruth, veterana nossa que mora em Paris e que nunca havia conhecido.

Consumidores fiéis, voamos novamente de Ryanair (aquela companhia baratíssima cujos aeroportos têm teto de lona) e, sem atrasos nem bagagens extraviadas, dia 25 de Junho pisávamos em território italiano.


Monza e a arte de acampar

Chegamos de tarde na Itália, no aeroporto Ryanair Milano (que fica em Bérgamo, a 1h de Milão...), alugamos um carro e tentamos visitar a cidade. Meia-hora na Itália foram suficientes para confirmarmos o que todos já tinham nos alertado: a sinalização é caótica. Seguindo a estrada para Milão, nos deparamos com uma amigável placa dizendo "Milano 28km". Continuando pela mesma estrada, um bom tempo depois, outra placa: "Milano 18 km". Felizes, já que a estradela suspeita que seguíamos havia algum tempo parecia nos levar ao lugar certo, avistamos uma outra placa, dez minutos depois: "Milano 30 km".

Resolvemos ficar por Monza mesmo, que estava perto e tinha um camping promissor (nas cercanias do autódromo de fórmula 1).

Encontrar o camping foi um belo exercício de italiano. Com frases sem sujeito nem verbos e quarenta minutos de tentativas, conseguimos encontrar o que procurávamos.

O pão-duro Ewerton e sua magistral barraca nos reservaram a melhor surpresa da noite (já que o chuveiro era frio e a água, não potável): não tinha como não rir do desespero do garoto ao constatar que sua barraca (que custara quase três vezes menos que a minha, vagabunda) já estava montada. "Mas será que é só isso mesmo?". Era. E dormiram sempre dois lá, numa barraca onde mal cabia um. Nascia o mito do Château d'Ewerton.


Milano

No dia seguinte, miraculosamente, conseguimos chegar em Milão. Cidade na qual, nas palavras de um amigo milanês, "não há nada de muito bonito para se visitar".

Meu guia turístico recomendava, como obras-primas da cidade, a fachada de sua catedral (que levou alguns séculos para ser concluída) e a Santa Ceia, de da Vinci, que ficava no refeitório de um cenáculo. Acontece que a catedral estava em reformas (assim como grande parte da Europa), e sua fachada coberta de tapume. E a Santa Ceia, infelizmente, precisava de reserva com muita antecedência (coisa que, obviamente, não tínhamos).

A cidade não é feia. É rica (uma das mais ricas da Itália), berço da moda (muitas lojas de grife) e antiga. Se soubesse que conheceria buracos como Nápoles (descrita posteriormente), talvez tivesse dado mais atenção a Milão.

Mas a grande decepção mesmo foi minha tentativa frustrada de comer um bife à milanesa. Dentre toda a gama de restaurantes que se mostrava para nós, resolvemos escolher o mais barato (por motivos óbvios!). Pedimos três peitos de frango à milanesa e um bife à milanesa. Os peitos de frango chegaram rápido, esperei pelo bife. Quando todos já tinham terminado seus pratos e minha fome estava brava, resolvi perguntar para o garçom, bravo, o que era do meu bife. E o safado me respondeu "Bife? Mas vocês não pediram bife...". O ignorante não tinha entendido meu italiano! Também, não o culpo: o pessoal do norte não está muito habituado com o italiano bem falado de Roma.

Moral da história: contentei-me com um Big Mac nada à milanesa.

Para concluir nossa frustrante passagem por Milão, nossa odisséia ao tentar abandonar a cidade. Mais difícil do que chegar lá, só sair mesmo. Nosso objetivo era Bérgamo (onde passaríamos no aeroporto para pegar o Pedro, que se juntava a nós no segundo dia de viagem). Fizemos o que qualquer um faria e seguimos placas para a cidade. Depois de meia-hora fazendo isso, chegamos a uma trifurcação sem nenhuma sinalização (sádicos italianos!). Aleatoriamente, escolhemos um dos caminhos para, meia-hora depois, voltarmos às primeiras placas que tínhamos avistado. Escolhemos um outro caminho, também aleatoriamente e, meia-hora depois, voltamos para o mesmo ponto de partida. Ainda mais calmos que de início, resolvemos pegar um caminho alternativo. Mais meia-hora e chegamos num ponto com uma placa "Bérgamo para cá, Nada de Bérgamo para lá". Plácidos, seguimos rumo a Nada de Bérgamo. Quarenta minutos de engarrafamento depois, chegávamos ao aeroporto de Bérgamo.

Milão? Eu recomendo!


Verona

O que dizer de Verona? Simpática, bonitinha. E nada mais. Visitamos praças, andamos pelo centro medieval, conhecemos a Casa di Giulietta (a namorada do Romeu). Sem desventuras, nada de mais.



(continua...)



17/10/2007

Itália do Norte

Igreja Santa Maria delle Grazie, Milão, Itália (26/06/2004)

A "Santa Ceia", do da Vinci, fica neste prédio. Mas a construção, por si só, já é um espetáculo.


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Casa di Giulietta, Verona, Itália (26/06/2004)

Romeu e Julieta viviam em Verona. Dizem ser essa sua famosa sacada (a bicicleta, certamente, foi adicionada posteriormente).


Transportes urbanos em Veneza

Grande Canal, Veneza, Itália (27/06/2004)

Ônibus.


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Grande Canal, Veneza, Itália (27/06/2004)

Táxi.


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Grande Canal, Veneza, Itália (27/06/2004)

Charretinha para turistas.


Itália (parte II)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Belfiore

Essa é a cidade onde viveu um dos meus tataravôs. Ficava no caminho para Veneza, demos uma passada bem rápida por lá. A cidade deve ter uns três habitantes e fica no meio do nada. Bati algumas fotos e foi tudo. Valeu pelo aspecto raízes.


Venezia

Ah, Veneza! Parece exagero, parece mentira, mas é difícil descrever a cidade – ela é diferente de tudo o que já vi.

Para começar, lá não há carros – pois ruas também não há! Também não se encontra construções modernas (ou que ao menos pareçam modernas). É uma profusão de canais, casario antigo e lojas de souvenir. Recheada de turistas e gôndolas. Não tem como não ser única.

Fizemos tudo o que um turista de respeito deve fazer quando for a Veneza: andamos de Vaporetto (ônibus de Veneza, um barcão motorizado) pelo Canal Grande (a "avenida central" da cidade), visitamos a Basilica di San Marco, assustamos os pombos na praça de mesmo nome, vagamos pelo centro medieval, cruzamos a Ponte di Rialto, fotografamos a Ponte dei Suspiri (onde o Casanova xavecava a mulherada há alguns séculos) e, mais importante: andamos de gôndola.

Andar de gôndola é algo que não se pode deixar de fazer. Menos pelo caráter turístico (pode-se ver a pé tudo o que se vê de gôndola), mais pelo caráter experiência de vida. É uma paz de espírito... O único porém é o caráter financeiro da história: os gondoleiros não têm escrúpulos de enfiar a faca até o cabo. Pechinchamos, conseguimos uns 50€ de desconto com relação ao preço original (que, acredito, só turistas orientais aceitam pagar), mas ainda assim ficou caro. Por isso exigi que nosso gondoleiro fosse típico. O grupo estava prestes a fechar negócio (a pechincha é tão complicada que podemos considerar um negócio) com um gondoleiro gordo, de camiseta branca e sem chapéu. Perguntei se ele tinha chapéu, falou que podia arranjar. Perguntei se tinha uma camisa listrada (como todo bom gondoleiro!) e ele disse que não. Recusei-me a embarcar com um gondoleiro tão atípico. Aposto que ele me daria uma remada se o remo estivesse à mão! E o grupo ajudaria a pegar o remo, se, 5 minutos mais tarde, não tivéssemos encontrado um gondoleiro de chapéu e camisa listrada, que cobrava o mesmo preço. Respirei aliviado e fizemos um passeio de gôndola o mais típico possível.

A cidade não fede, como diz a lenda (ou talvez o metrô de Paris tenha afetado meu olfato). Um dos pontos altos da viagem.


Bologna

Nosso objetivo era Florença (Firenze, no idioma de Dante). Mas entre Venezia e Firenze fica Bologna. Como era hora do almoço, resolvemos dar uma passada lá para provar um spaghetti allá bolognese. Mais típico, impossível.

A cidade não tinha nada de especial, mas certamente valeu pelo macarrão (que também não tinha nada de especial).


Imola

Outra cidade desimportante que ficava no caminho e foi visitada por um motivo escuso. Dessa vez o motivo escuso era o autódromo onde morreu Ayrton Senna. Passamos no autódromo e visitamos o memorial Ayrton Senna (uma estátua em bronze minúscula e escondida nos confins de um parque enorme). Fotos e só.


(continua...)


Venezianas

Veneza, Itália (27/06/2004)

Esquina veneziana.


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Grande Canal, Veneza, Itália (27/06/2004)

Avenida veneziana.


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Grande Canal, Veneza, Itália (27/06/2004)

Congestionamento de gôndolas.


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Casa de Marco Polo, Veneza, Itália (27/06/2004)

Ponto-de-vista dos passageiros de uma gôndola.


La cucina

Nutelleria, Bolonha, Itália (28/06/2004)

O melhor restaurante italiano do mundo.



Itália (parte III)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


San Marino

A menor e mais antiga república do mundo! O país inteiro cabe numa montanha. Pode-se dizer que suas cidades não ficam uma ao lado da outra, mas sim uma sobre a outra. Uma incrível experiência 3D!

San Marino é bastante diferente - não do resto da Itália, mas quando o vemos como uma nação autônoma. É uma montanha, onde pipocam poucas cidadezinhas, e cuja capital fica no topo.

A capital é toda murada e tem uma arquitetura medieval interessante. Vive do turismo, o que se reflete na abundância de lojas de souvenires e restaurantes. Não se pode andar de carro por lá e a guarda real tem uma roupitcha redícula.

Caminhamos pelas ruelas da capital, degustamos licor de Amaretto (típico do país), admiramos a vista, tiramos fotos e comemos no Mc Donald's. Mais um país minúsculo para a coleção.


Rocca San Casciano

Cidade natal do meu bisavô. Uma cidadola desconhecida, cravada no meio da Toscana (região que será descrita posteriormente – aguardem trocadilho infame!). Pequena e muito típica.

Como estávamos bastante atrasados, passamos só meia hora lá, tirando fotos. O objetivo inicial era bater na porta de algum “familiar” (cujos endereços havia descoberto na internet, através da lista telefônica italiana) – mas, infelizmente, não foi possível.

Novamente, uma cidade visitada pelo aspecto raízes da coisa.


Firenze

Berço do Renascimento, Florença é aquela cidade que não se deve deixar de visitar – menos por sua beleza (já que a cidade é um bocado feia) e mais por seu caráter histórico e seus museus arquifamosos.

O centro é história do começo ao fim, com uma infinidade de praças, fontes e estátuas. O casario é bem antigo, e nem sempre bem preservado. A catedral é bem bonita mas, francamente, é apenas uma igreja.

A principal atração da cidade é a Uffizi, o museu-mor da Itália, com obras de todos os artistas italianos mais célebres (da Vinci, Michelangelo, Rafael, Boticelli, Caravaggio e outras tartarugas ninja). Vi, entre outros, a "Adoração dos Magos" (aquele quadro inacabado bastante famoso do da Vinci) e "O Nascimento de Vênus" (do Boticelli, com uma loira de cabelos longos sobre uma concha), fora vários quadros que reconheci dos meus livros de história. Passam-se, facilmente, horas nesse museu.

Só não vimos o Davi, de Michelangelo: 8€ e uma fila colossal. Ficará para a próxima.

Mas o ponto alto da nossa visita a Firenze (quiçá de toda a viagem) foi a interação do Pedro com um pobre florentino. Procurávamos o apartamento de dois amigos brasileiros que estagiavam por lá (e que nos abrigariam), localizado no centro da cidade. O monolingüe Pedro resolveu, então, abordar um velhinho na rua, com o objetivo de colher informações. Numa mistura de francês, italiano e portunhol com sotaque carioca, ele soltou (transcrevo a versão fonética de sua frase, já que o idioma por ele utilizado, no momento, não tem uma gramática formal):

"Bonsoare, tchertchamos el cientro!"

Para que aqueles que não dominam todos os três idiomas utilizados tenham noção da profundidade lingüística dessa frase, seguem alguns esclarecimentos.

Em italiano (fonético), essa frase seria:

"Buóna céra, tchercamo il tchentro"

Em francês (fonético), seria:

"Bonsôarr, nu cherrchom lã santrre"

E, finalmente, em portunhol com sotaque carioca (fonético), ficaria:

"Bonas notches, procuriámos el cientro (mérrmão!)"

O mais impressionante foi que o velhinho entendeu e nos ajudou. E o Pedro, depois de ser ridicularizado pelo resto do grupo durante um bom tempo, disse: "E o pior é que na hora eu pensei que tivesse mandado bem, que só tinha errado o 'il'".


Poppi

Poppi é outra cidadola desconhecida, cravada no meio da bela Toscana.

Seu interesse residia num castelo, o mundialmente famoso: Castello dei Conti Guidi! Meu castelo é medieval e bastante modesto, mas sua localização dramática no topo de uma montanha o tornava razoavelmente interessante.

Só não passamos a noite lá pois estavam com um problema no ar condicionado – e seria um ultraje, para alguém de sangue azul como eu, passar uma noite no calor. Um ultraje!


(continua...)


San Marino

Cidade de San Marino, San Marino (28/06/2004)

Uma das ruas principais da capital.


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Cidade de San Marino, San Marino (28/06/2004)

A Itália vista de San Marino.


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San Marino (28/06/2004)

San Marino visto da Itália.


Florentinas

Il Duomo, Florença, Itália (29/06/2004)

A belíssima catedral de Florença.


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Piazzale Michelangelo, Florença, Itália (29/06/2004)

Telhados florentinos.


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Piazzale Michelangelo, Florença, Itália (29/06/2004)

Pontes são índices da riqueza de uma cidade. Imagina quão poderosa já foi Florença?


Itália (parte IV)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Pisa

Passamos em Pisa, obviamente, para ver a absurdamente famosa Torre di Pisa. O interessante da cidade é que todos os seus pontos turísticos ficam numa mesma praça – você passa na praça e conheceu a cidade. Foi o que fizemos.

E posso dizer: a Torre di Pisa é muito torta! Eu até pensava que fosse menos... Dá uma certa aflição olhá-la (tem-se a sensação de que a pobre está prestes a despencar). Mágico.

Melhor que a Torre só a horda de turistas babacas tirando fotos empurrando a bendita. É muito engraçado ver as discussões entre os fotógrafos e os fotografados (em sua imensa maioria orientais), tentando encontrar a tomada e a inclinação dos braços perfeitas para a foto. Que fique claro que NÃO tirei uma foto parecida (mas fotografei os babacas tirando).


San Gimignano e a Toscana

Finalmente, falo da Toscana. É a região mais bonita da Itália (meus antepassados não vêm de lá por acaso), repleta de montanhas, estradas sinuosíssimas (nunca pensei que fosse demorar tanto para andar tão pouco!), muito verde e cidadezinhas rurais perdidas no cenário. Andar de carro pela região pode ser penoso, mas a vista compensa tudo.

Além de Rocca San Casciano e Poppi, visitamos San Gimignano, esta sendo a mais turística das três (mesmo não sendo das mais conhecidas). Todo o casario da região tem uma cor característica, meio terra, e San Gimignano não foi exceção. Subimos a torre mais alta da cidade (que conta uma dúzia) e ficamos admirando a paisagem toscana (que não era tosca! Ha!). Tranqüilo.


Siena

Para terminar nossa excursão pela Toscana, visitamos Siena, a maior e mais famosa cidade da região. Casas cor-de-terra, ruelas medievais, terreno montanhoso, como manda o figurino toscano.

Mas o melhor e mais típico de tudo foi o Pálio, corrida de cavalos sem sela que acontece duas vezes por ano e que dura 80 segundos – e que nós, graças a uma sorte tremenda!, conseguimos assistir.

A praça central da cidade, chamada Il Campo e que tem um formato de concha (funda no foco e mais alta nas laterais) serve de hipódromo e fica lotada durante o evento. E todos os prédios que a circundam também ficam repletos de espectadores. Só não entendo porque tanto trabalho (e gasto!) para se ver uma corrida de 80s de duração... Mas o importante é que a vimos, mesmo através de um buraco por baixo da arquibancada (o melhor que conseguimos chegando 20 minutos antes da largada e não gastando um puto).


(continua...)


Elipses

Piazza del Duomo, Pisa, Itália (30/06/2004)

A famosa Torre de Pisa.


Toscana

Praça da Cisterna, San Gimignano, Itália (30/06/2004)

Nada tosco, não?


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Il Campo, Siena, Itália (30/06/2004)

O Palio de Siena visto sob as arquibancadas.

(Lembrando que "Palio" e "Siena" não são apenas carros da Fiat)


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Il Campo, Siena, Itália (30/06/2004)

Terminada a corrida, a torcida invade a praça.

Eles realmente levam isso a sério!


Itália (parte V)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Napoli

Se o capeta fosse escolher uma cidade para viver, aposto que seria Nápoles. Eu achava que não existia cidade mais feia que São Paulo, mas Nápoles me fez acreditar que é sempre possível chegar mais baixo.

O trânsito é caótico: estacionar em fila dupla é a regra e sinal vermelho é uma mera convenção – se resolve respeitar, leva buzinada. Sem falar nos monumentos pichados e mal conservados, no estado deprimente das casas do centro e do lixo acumulado pelas ruas – é muito lixo!

Ao chegar na cidade ficamos tão chocados (nunca imaginamos que algo na Europa pudesse ser tão deprimente) que resolvemos passar o mínimo de tempo possível naquele buraco – medo de ser assaltado, seqüestrado, esquartejado.

Tentamos visitar o museu arqueológico – fechado – e, mais importante, comer um sorvete napolitano (o famoso sorvete 3 em 1). Acontece que, assim como o crepe suíço na Suíça, não encontramos sorvete napolitano em Nápoles (e olha que procuramos...). Mas como nenhum sorvete pode ser mais napolitano do que um sorvete feito em Nápoles, contentei-me com um de castanhas e chocolate. E assim terminou nossa breve visita pela cidade.

Nápoles? Eu recomendo!


Vesúvio

Vesúvio é o vulcão que riscou do mapa Pompéia e Herculano no começo do século I. Marca a paisagem da região de Nápoles e ainda está ativo (a última erupção foi em 1944). Vulcão em atividade? Subamos até a cratera!

A subida foi um tanto complicada. A região de Nápoles é tão terra-de-ninguém quanto a cidade que da nome a ela. Subíamos rumo a cratera quando bateu a fome. Resolvemos parar para comer. Cruzamos meia-dúzia de restaurantes e todos, sem exceção, estavam depredados. Não estavam fechados, não estavam em reforma: estavam depredados mesmo – vidros quebrados, mesas de ponta-cabeça, buracos de bala na fachada. São coisas como essa que te fazem rezar.

Depois de muito subir e procurar, encontramos um restaurante que não estava depredado. Resolvo entrar para conferir se estava aberto e me deparo com um homem que era a cara do Maradona (já consumido pelas drogas). Do alto do meu italiano impecável, pergunto se estavam abertos. Diz que sim e pergunta se queremos refeição completa (primeiro prato, segundo prato e sobremesa). Digo que só queremos o primeiro prato e que somos cinco.

- Cinco? Faço um spaghetti pra vocês, com uma garrafa de vinho, por 5 euros cada.
- Cinco euros cada? Ok, mas nós queríamos comer pizza...
- Pizza não: spaghetti!!

Resultado: nós cinco comemos spaghetti, com cara de quem estava adorando, pagamos a conta e saímos de fininho. Até hoje não entendo a desse restaurante. Ele não era simplesmente o único não depredado na região – ele era muito chique e bem decorado (embora a gente tenha comido numa mesa pensa e suja). E estava completamente vazio, à exceção do Maradona gordo, um outro amigo de peso, um hippie de óculos (que me lembrou muito o fotógrafo doidão de Apocalypse Now) e um senhor bem arrumado e fino, que nos serviu o macarrão. Tenho certeza de que o grupo (saído de um filme do Tarantino) tinha vários crimes pelas costas. Ao menos saímos sãos e salvos!

E o Vesúvio? A subida à cratera era bastante cansativa, mas o lugar era bastante pitoresco (uma cratera de vulcão ativo!) e a vista, linda. Mas o melhor mesmo, sem dúvidas, foi nosso almoço...

Spaghetti? Eu recomendo!


Pompei

É a atração turística mais visitada da Itália (e uma das mais caras também). Mas decepciona. Tudo o que se vê são ruínas (embora não esperássemos uma arquitetura moderna...) mal conservadas. Todas as obras de arte de interesse foram removidas e colocadas no museu arqueológico de Nápoles (que estava fechado, como disse antes).

É um bocado grande (passamos três horas lá e poderíamos passar outras três até ver tudo) e muito, muito quente (o problema de ruínas é que elas não costumam ter teto...). Os pontos altos são o lupanar (uma casa de burlesco de dois mil anos atrás!) e a mais antiga placa de "Cuidado com o cão" de que se tem notícia. Fora uns poucos habitantes petrificados em pose de "Oh, Deus, lava!!". Mas vale a pena, certamente, pelo aspecto histórico.


(continua...)


Desastre

Cratera do Monte Vesúvio, Napoli, Itália (01/07/2004)

Esperava mais...


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Napoli, Itália (01/07/2004)

Primeiro mundo.

(cortesia Studio Kvieska)


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Museu Arqueológico, Pompéia, Itália (02/07/2004)

Definitivamente, não deve ser agradável morrer nessas circunstâncias.


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Fórum, Pompéia, Itália (02/07/2004)

A cidade e o vulcão.


A profissão mais antiga do mundo

Lupanar, Pompéia, Itália (02/07/2004)

Anúncio dos serviços prestados pelas antigas funcionárias do local.


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Lupanar, Pompéia, Itália (02/07/2004)

A namorada dele devia sofrer um bocado...


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Cave Canem, Pompéia, Itália (02/07/2004)

Diz-se ser o mais antigo aviso de "Cuidado com o cão" da história.


Roma clássica

Altar da Pátria, Roma, Itália (02/07/2004)

Apelidado carinhosamente pelos romanos de "A Máquina de Escrever".


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Fontana di Trevi, Roma, Itália (02/07/2004)

Segundo a lenda, quem de costas jogar uma moeda na fonte certamente voltará a Roma.

Eu, até agora, só perdi cinco centavos de euro.


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A Boca da Verdade, Roma, Itália (03/07/2004)

Segundo a lenda, a boca se fecha se aquele que ali introduzir sua mão contar uma mentira.

Como seria mais complicado digitar com apenas uma mão comentários cretinos para cada foto que tirei, preferi contar uma verdade.


(cortesia Studio Kvieska)


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Piazza del Campidoglio, Roma, Itália (03/07/2004)

Rômulo, Remo e a loba.



Itália (parte VI)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Roma

Finalmente, visitamos a capital. Roma é linda! Ainda mais quando a visitamos depois de uma passagem por Nápoles...

Nunca vi uma densidade tão grande de monumentos por metro quadrado em qualquer outra cidade que já visitei. Os monumentos, bem preservados na medida do possível (ruínas romanas, afinal), ficam lado-a-lado com o resto, bem mais moderno, da cidade. E foi isso o que achei mais impressionante. Você sai de um Mc Donald's e dá de cara com um templo romano, suas colunas no chão. Sem contar com todo o passado menos remoto: praças renascentistas, obeliscos egípcios, monumentos neoclássicos, fontes, igrejas. É realmente muita coisa para se ver, se visitar.

Fizemos tudo o que um bom turista deve fazer ao visitar Roma: fomos ao Coliseo, ao Palatino e ao fórum romano, jogamos uma moedinha na Fontana di Trevi, vimos o panteão, uma infinidade de piazzas (Navona, di Spagna, Fernese, Venezia, etc), colocamos a mão na Boca da Verdade (que não se fechou, pois sou uma pessoa muito íntegra!) e, de lambuja, ainda vimos uma catacumba (que era sinistra mas só tinha dois esqueletos – bem mixurucas!).

Sinceramente, foi uma das cidades mais bonitas que visitei e, apesar do calor insano, foi uma excelente maneira de se fechar uma viagem tão boa.


Vaticano

Quase me esqueci do pequeno, mas limpinho, Vaticano. Ele não é o menor país do mundo à toa: se trata apenas de uma grande praça, no coração de Roma. Conta com uma igreja gigantesca e um museu ainda maior. E é só! Sem estádio de futebol, sem Mc Donald's.

O museu é fantástico. É caro, mas vale cada centavo. São muitas mostras diferentes, muito bem feitas e dispostas. Pode-se passar um dia inteiro lá, sem exageros. O destaque fica para a famosíssima Capela Sistina (sim, também achei estranho quando descobri, mas ela fica dentro de um museu!). Ela é impressionante e foi muito bem restaurada. Uma pena não poder tirar fotos (parece que a Sony patrocinou a restauração e, em troca, ficou com os direitos de exploração de imagem da capela). E o melhor de tudo é poder ver, ao vivo, aquele afresco do Michelangelo onde Deus e o homem tocam os indicadores.

A igreja gigantesca a qual me referi antes é a Basílica de São Pedro, onde o papa reza a missa do Galo todos os anos. Depois de visitá-la, só se uma igreja for muito diferente mesmo para me impressionar. Ela é gigantesca e muito suntuosa, sem cair na breguice e nos exageros do barraco. Todas as obras de arte são bastante sóbrias e muitíssimo bem escolhidas. É uma profusão de obras de Rafael, Michelangelo e muitos outros artistas de responsa. Dá até vontade de ser católico!

A grande decepção do vaticano foi não poder comer no Mc Donald's. E o papa, que não apareceu (por mais que eu tivesse ligado antes avisando que passaria por lá). Mas ainda assim foi bastante interessante.


Conclusões

Foram 3 países e marcos como Veneza, Torre di Pisa e Coliseo; sem contar nosso spaghetti no Vesúvio, as toneladas de obras de arte que defrontamos e a fantástica cozinha italiana (que é ainda melhor quando provada in situ). Tudo isso em 10 dias. Foi uma correria das mais cansativas, somada ao desconforto das noites em camping e do sol causticante. Mas foi uma viagem excelente, divertidíssima. Perde em magia para a viagem da Escandinávia (bater uma visita ao Papai Noel, na Lapônia, em pleno 25 de dezembro é difícil), mas foi, sem dúvidas, uma das melhores que já fiz.

Um grande e saudoso abraço a todos,
Mauro

PS: Para os interessados, o Pedro dá aulas particulares de Francês+Italiano+Portunhol-com-sotaque-carioca. Entre em contato comigo quem quiser seu email.



Roma em ruínas

Via dei Fori Imperiali, Roma, Itália (02/07/2004)

O centrão de Roma: milênios de arquitetura.


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Coliseu, Roma, Itália (02/07/2004)

O pai do Maracanã.
(cortesia Studio Kvieska)


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Coliseu, Roma, Itália (03/07/2004)

Se a arena não tivesse desabado, o interior teria tudo para ser mais impressionante.


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Tempio di Saturno, Roma, Itália (03/07/2004)

Influências gregas.


Detalhes Pontifícios

Basílica de São Pedro, Vaticano, Cidade do Vaticano (03/07/2004)

Dizem que tocar os pés da estátua de São Pedro dá sorte. E muita gente acredita.


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Basílica de São Pedro, Vaticano, Cidade do Vaticano (03/07/2004)

Caixas de som camufladas.


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Praça de São Pedro, Vaticano, Cidade do Vaticano (03/07/2004)

Eu não confiaria numa guarda assim, mas o santo do papa é forte.