22/11/2007

Mania de grandeza

Rotatória em frente à sede da ONU, Genebra, (18/04/2004)

Mais uns três livros gigantes e o problema está resolvido.


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Museu Guggenheim, Bilbao, Espanha (20/07/2004)

Um cachorro cheiroso.


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Museu Guggenheim, Bilbao, Espanha (20/07/2004)

Aracnofobia?


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Esplanade, La Défense, França (12/02/2005)

Dedão.


Enóis no zalpe (parte I)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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Caros,

Depois de um certo atraso, cá estou, novamente, com mais um relato de viagem. Nesse não prometo ser sucinto (pois nunca consigo mesmo) e também não garanto aventuras eletrizantes, já que a Europa Central no começo da primavera é um bocado menos selvagem que a Escandinávia no inverno. Tão menos selvagem que penso acrescentar alguns acontecimentos fictícios para apimentar o relato (pois se além de longo ele for monótono, aí que nem a minha querida mãe chega até o final!).

Está começando mais um...

Breve Diário de Viagem do Mauro
(que de breve e de diário não tem nada)

Episódio de hoje: Enóis no zalpe!



Preparativos

Preparar uma viagem para locais tradicionalmente turísticos, em baixa temporada, é tarefa bem menos complicada do que viajar ao Pólo Norte no Natal. Os hotéis são abundantes e não muito caros, estão livres. A temperatura é tolerável e não se gasta dinheiro adicional comprando quilos de agasalhos e meias e botas. E, para completar a mamata, alugar um carro e não ter de se preocupar com trens e suas reservas e horários hostis é uma mão na roda (sem trocadilhos).

Mas mesmo tudo muito bem planejado não nos liberou de uma surpresinha. Believe it or not.


Roteiro

O roteiro original incluía apenas Suíça, Áustria e Liechtenstein. Mas como no meio do caminho tinha Luxemburgo, tinha Luxemburgo no meio do caminho, acrescentamos mais um país. Depois, analisando o mapa europeu e o caminho que faríamos, resolvemos acrescentar também Berlim, já que fazer um ciclo começando e terminando em Lille é mais inteligente do que uma linha reta indo e vindo até o mesmo ponto. E como entre Berlim e Viena tinha Praga... Acabou que o roteiro fechado foi: Luxemburgo, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Rep. Tcheca e Alemanha, necessariamente nessa ordem. Ambicioso, mas factível (ô continente para ter país pequeno!).


Luxemburgo (Luxembourg)

Que não dirijo bem é fato. Agora, pegar um carro depois de nove meses sem tocar num volante, dirigir 350km de um golpe e em terra estrangeira, fizeram da nossa viagem algo muito mais emocionante do que planejado. Mas a verdade é que chegamos sãos e salvos (mesmo que assustados) até Luxemburgo.

O que dizer do país? Os habitantes falam três idiomas distintos (francês, alemão e luxemburguês), e não necessariamente OS três idiomas. E o engraçado é que quem fala alemão ou luxemburguês se orgulha de não falar francês, isso numa mesma cidade! Um país minúsculo (tão pequeno que nos mapas o nome é abreviado para LUX. pois de outra forma seria impossível de fazer caber) em que os habitantes não se entendem. É a terra da discórdia!

Mas, embora não muito famoso turisticamente, o país tem uma belíssima capital. A cidade é pequena (pois se fosse maior também não caberia) e o ponto alto é um grande cânion bem no centro dela. Um enorme buraco no meio da cidade! Ok, no Brasil buraco é o que não falta em cidade alguma, mas esse é diferente. Difícil de descrever. Foi fotografado, e as fotos, em breve, estarão no ar.

Fora a capital (que leva o nome do país), visitamos também um castelo medieval que valia a pena pela paisagem. Sem tempestades de neve, sem renas.


(continua...)



LUX.

Castelo de Bourscheid, Bourscheid, Luxemburgo (17/04/2004)

Achei que a paisagem combinava com o castelo.


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Valée de la Pétrusse, Cidade de Luxemburgo, Luxemburgo (17/04/2004)

O buracão do centro da capital que não é um buraco.


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Catedral de Nossa Senhora, Cidade de Luxemburgo, Luxemburgo (17/04/2004)

Pausa para a contemplação...



Nações unidas

Sede da ONU, Genebra, Suíça (18/04/2004)

Não adianta procurar a bandeira: o Corinthians ainda não é membro da ONU.


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Sede da ONU, Genebra, Suíça (18/04/2004)

Não é só o nosso congresso que passa a maior parte do tempo vazio.


Enóis no zalpe (parte II)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Genebra (Genève)

Depois de Luxemburgo partimos para a Suíça, começando por Genebra – que, ao contrário do que muita gente pensa, além de não ser a capital do país, fica praticamente na França (tanto que o hotel em que dormimos, embora se chamasse "Formule 1 Genève", ficava na França...).

A cidade é bem rica, assim como o resto do país. Sabiam que um dos maiores níveis salariais do mundo é o da Suíça? (não preciso dizer qual país tem salários maiores...) Bancos por toda a parte! E bancos de toda parte também (a expressão "conta na Suíça" não é famosa à toa).

Os pontos altos são a catedral em que pregou João Calvino, o precursor do Calvinismo (quem não dormiu nas aulas de história já ouviu ao menos falar!), menos pela beleza e mais pelo fato de estar nos livros de história; e a sede (européia, sussurrado) da ONU.

Fizemos um tour guiado e prazeirosíssimo de uma hora na sede (européia, mas nem por isso desimportante) da ONU, com direito a usar aqueles monofones de ouvido que só os chefes de estado e os muito fodões usam (mesmo que o dito monofone estivesse desligado). Tour com direito a credenciais da sede (européia mas limpinha) da ONU, onde aprendemos que tudo o que é importante é feito na sede de Nova York.

Quase ia me esquecendo que outro ponto alto foi a visita aos laboratórios CERN. Quem estudou física na UNICAMP deve se lembrar desse laboratório, que tem um acelerador de partículas de alguns kms de perímetro. Eu, que estive presente, posso afirmar: as partículas aceleradas são muito, mas MUITO mais divertidas que as partículas não aceleradas. Tentei fotografar uma delas, mas ela estava tão acelerada que a tarefa revelou-se impossível.

Nota: o CERN estava fechado e uma vigia bem mal-humorada não nos deixou nem passear pelo estacionamento. O relato estava morno demais e eu resolvi dar uma apimentada. Mas o que não é mentira é que vimos uma figura muito parecida com o Doutor Brown do “De Volta Para o Futuro” deixar o laboratório (provas fotográficas no álbum). Por que ele estava pegando um ônibus e não o seu DeLorean para voltar para o futuro, eu não sei. Mas a situação foi toda muito suspeita.


Berna (Bern)

A (desconhecida) capital da Suíça foi nossa próxima parada. Passamos algumas horas numa das cidades mais interessantes da viagem. Tem uma aparência medieval e praticamente todas as suas calçadas são cobertas, pois os edifícios (medievais), de alguns andares, têm o primeiro andar avançado em direção à rua. Uma arquitetura providencial em dias de chuva (como era o caso).

Passamos pela casa onde morou Einstein (que, infelizmente, não estava lá), mas o ponto alto da cidade mesmo é um poço de ursos. Dessa vez, ao invés de cânion, o centro da cidade tinha um poço com três adoráveis ursos. Sem grades, sem muros, sem ingresso. Um poço, no meio da cidade, com três ursos. No mínimo, inusitado.

Terminado o passeio e batida a fome, os intrépidos viajantes (éramos quatro: eu, Juliana, Paula e Ewerton, todos estudantes brasileiros morando em Lille) decidiram comer bem e pagar pouco. Solução? Fomos num parque da cidade (o Rosegarten, jardim de rosas, localização privilegiada), abrimos uma lata de raviólis (dos mais baratos) e o esquentamos com meu fogareiro (recém adquirido com o propósito de diminuir gastos com alimentação durante viagens). Suco de laranja (do mais barato) para acompanhar e, para arrematar, chocolates (franceses... dos mais baratos). Alguns centavos por uma refeição que não teve preço. É claro que para todas as outras existe Mastercard.


(continua...)


Não tá fácil pra ninguém!

Laboratórios CERN, Genebra, Suíça (18/04/2004)

Doutor Brown teve de vender o DeLorean e agora só volta para o futuro de ônibus.


Extravagância suíça

Kramgasse, Berna, Suíça (19/04/2004)

A principal rua da capital de um dos países mais ricos do mundo. Surpreendente, não?


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Bärengraben, Berna, Suíça (19/04/2004)

Pedro, o urso - simpático habitante da região central da capital de um dos países mais ricos do mundo. Surpreendente, não?


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Berna, Suíça (19/04/2004)

Surpreendente, não?

Enóis no zalpe (parte III)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Interlaken

Dessa cidade eu nunca tinha ouvido falar até trombar com ela no meu guia turístico, que a recomendava fortemente dada sua localização. Em plenos Alpes suíços, entre dois lagos (o nome da cidade diz alguma coisa?), no pé dos dois maiores montes do país.

A cidade em si era bem (BEM) pequena e seus poucos atrativos eram lojas de souvenires (e dá-lhe canivetes suíços!), restaurantes e a paisagem. Perfeito paraíso de turistas. Mas a estrada para chegar e para sair da cidade compensava tudo. Montanhas enormes, com o pico branco, em meio a lagos de água muito límpida. E no meio dessa paisagem, alguns vilarejos que pareciam feitos de Lego. Rodar numa estrada dessas era cansativo (curvas, curvas, curvas), mas certamente gratificante. Muitas fotos no meu álbum.

Para o nosso jantar em Interlaken, nada mais típico que fondue, um prato suíço. Procuramos crepe suíço, mas não o encontramos. Em lugar algum do país. Foi um pouco decepcionante, mas voltando a falar do nosso fondue: à vontade, de queijo, de carne (bovina, suína, franguina) e de chocolate (suíço!) para arrematar, tudo acompanhado de salada, arroz, batata frita, pães, picles, coca-cola... Não lembrava de ter comido tanto em toda a minha vida. Comer de passar mal.

É claro que tudo tem um preço e só não deixei minhas calças no estabelecimento porque elas insistiam em não sair. Saí rolando.


Zurique (Zürich)

Uma cidade muito rica. Tinha tanto homem de terno e gravata que mesmo eu, que me visto sempre com muita distinção, me senti deslocado. Não me sentia assim desde que fiz papel de mané na Escandinávia com meu poncho verde, minha bota de neve, minhas luvas e outros apetrechos.

Cidade grande. Bonita, mas escassa em afazeres turísticos. Visitamos uma casa onde morou Lenin enquanto tramava a revolução soviética e o Cabaret Voltaire, onde foi criado o Dadaísmo (lembrados desse movimento em que uma roda de bicicleta é escultura e uma bula de remédio é poesia?).

Ponto alto foi a visita à fábrica da Lindt, uma fantástica fábrica de chocolates (ao pé da letra). Infelizmente não pudemos visitar a linha de produção por questões higiênicas (justo eu, que sou tão limpinho!). Mas nada nos impediu de pegar MUITAS amostras grátis de chocolates (suíços!) e de comprar por precinhos camaradas chocolates (suíços!) que vencem daqui algumas semanas.

Dica para se conseguir muitas amostras grátis de chocolate suíço: distraia a mulher da recepção com perguntas cretinas e vagas. "Mas por que a gente não pode entrar na linha de produção? Que negócio é esse de 'higiene'? Mas e se eu vier amanhã, será que eu poderei entrar na linha de produção? Mas por que vocês insistem tanto na higiene?". É o tempo que sua amiga tem para atochar a mão no pote de amostras grátis e encher os bolsos.

Depois das visitas, passamos uma hora num parque, onde encontramos (muitos) brasileiros (praga!) e onde eu construí algumas "lanças" (a partir de gravetos) com o meu canivete (suíço!) recém adquirido. Matei, com uma de minhas lanças, um javali selvagem que ameaçava um bando de criancinhas (suíças!). Assim terminou nossa visita a Zurique.


(continua...)


Alpes suíços

Genebra, Suíça (18/04/2004)

Urbanismo alpino.


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Interlaken, Suíça (20/04/2004)

Vilarejos de Lego combinam mais com a paisagem.


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Interlaken, Suíça (20/04/2004)

Eles nem ligam de não ter praias.


21/11/2007

Cruzes!

Centreville, Genebra, Suíça (18/04/2004)

A branca.


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Sede da Cruz Vermelha, Genebra, Suíça (18/04/2004)

E a vermelha.


Enóis no zalpe (parte IV)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Vaduz

Por trás de um nome estranho se esconde a capital de um país ainda mais estranho. O Liechtenstein é tão pequeno, mas tão pequeno, que se se tentar pronunciar o nome do país dentro de um carro em movimento, corre o risco de falar Li na Suíça e Tein na Áustria. A envergadura do país (entre seus pontos mais extremos) é de 6km! Eu que não sou esportista faço isso em perto de uma hora. O paraíso para aqueles que não têm carro.

O ponto alto foi o Mc Donald's, que tinha um atendente português, que (obviamente) falava português. Como até então tínhamos encontrado brasileiros em toda santa cidade em que púnhamos o pé (praga!), fiz uma aposta com meus colegas de viagem: se encontrasse um brasileiro em Liechtenstein daria 5€ para ele. Não sei por que eu pagaria a aposta para o brasileiro e não para os meus colegas e também não sei por que fiz uma aposta tão cretina em que, na melhor das hipóteses, apenas não sairia perdendo. Mas acontece que na hora em que ouvi um "Vocêish são brasileirosh?" no caixa do Mc eu pensei "Esse carioca acabou de ganhar 5 paus!".

Observação pitoresca: o país é tão pequeno que é representado em forma de MAQUETE no seu escritório de turismo.


(continua...)


O glorioso Liechtenstein

Vaduz, Liechtenstein (21/04/2004)

Eles têm uma bandeira.


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Castelo de Liechtenstein, Vaduz, Liechtenstein (21/04/2004)

Eles têm até um castelo.


Enóis no zalpe (parte V)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Salzburgo (Salzburg)

Conhecido o Liechtenstein (pronuncia-se algo do tipo "li-rri-tem-xi-tá-im"), partimos rumo à Áustria. Na região do Tirol (oleleí, oleleí-uh!), atravessei o que acredito ser o maior túnel do mundo, com perto de 25km de extensão. Era túnel que não acabava mais! Estranho, para não dizer claustrofóbico.

Passados muitos túneis, chegamos em Salzburgo, cidade natal de Mozart. Muito bonita, bem antiga, predominantemente branca (na arquitetura, e obviamente também na etnia, o que não vem ao caso), dividida em duas bandas pelo Rio Salzach (lembram desse rio? Eu também não lembrava). Pequena e, repito, muito bonita. Serviu de locação para o filme "A Noviça Rebelde".

A paisagem é marcada, além dos Alpes tiroleses, por um grande castelo no alto de um morro. Também no centro da cidade. Enquanto no centro de Piracicaba a gente encontra o Mercadão (onde se come um delicioso pastel de vento), por essas bandas tem cânion, ursos e castelos.

O ponto negativo da cidade fica para as tumbas da catedral franciscana. Corremos feito loucos para tentar ver as infames no primeiro dia de viagem, mas demos com as caras na porta. No dia seguinte batemos cartão cedinho e, 1.50 euros depois, subimos um morrinho escuro e úmido (sempre pensei que se descesse para se chegar a catacumbas...) para ver uns túmulos bem vagabundos. Sem esqueletos, sem fantasmas nem mortos-vivos. Não recomendo.


Viena (Wien)

Viena já foi considerada, durante muito tempo, a cidade mais rica da Europa. E ainda se percebe os reflexos desse passado glorioso nos dias de hoje: além do alto custo de vida, vê-se prédios imponentes, ruas limpas e largas e muitos (MUITOS) museus, teatros e casas de concertos. Foi a única cidade que conheci em que os outdoors de exposições e espetáculos competiam com outdoors tradicionais de cigarros, carros e cervejas. Ganhando a competição.

É claro que toda essa sofisticação tem um preço e tivemos de deixar a ópera para uma próxima oportunidade.

Visitamos as jóias da coroa austríaca (e descobri de onde vem a expressão "jóias da coroa"), algumas igrejas (só vi mais igrejas numa mesma viagem quando fui para Ouro Preto), o museu da música (onde regi uma orquestra virtual e fui deposto por um violoncelista revolto). Visitamos também o apartamento onde Freud morou durante quase toda sua vida – e ainda estou chateado que não encontramos lá o famoso divã (que não sei onde diabos estava!). E comemos uma besteira típica chamada Langos: um anelzão de massa fina pincelado na manteiga e no alho – muito bom!

Mas o ponto alto da nossa estadia foi a surpresinha do acolhedor albergue Believe It Or Not, a opção mais barata (e decadente) de alojamento em Viena. Um apartamento pequeno e estranho, num prédio fedido e semi-abandonado, onde jovens do mundo inteiro racham um único banheiro e dormem amontoados. Quando estiver de passagem por Viena, não esqueça: Believe It Or Not. Acredite!


(continua...)


Áustria

Mirabellgarten, Salzburg, Áustria (21/04/2004)

O filme "A Noviça Rebelde" foi filmado em Salzburg. Uma das cenas foi rodada neste parque.


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Salzburg, Áustria (22/04/2004)

Também conhecida como "Cidade Branca".


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Hundertwasser Haus, Viena, Áustria (23/04/2004)

Hundertwasser divide opiniões. Eu, particularmente, aprecio. Mas não pretendo pedir para ele pintar minha futura casa.


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Der Graben, Viena, Áustria (22/04/2005)

Toda cidade de respeito tem uma estátua de um homem a cavalo, um Mc Donald's e um grupo de música andina.

ou

Eles faturam muito mais do que você pensa!


Enóis no zalpe (parte VI)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Praga (Praha)

Na exata metade do caminho entre Viena e Berlim fica Praga. Nada mais natural que, a caminho de Berlim, déssemos uma passada (um pulo) em Praga.

A diferença entre Áustria e República Tcheca, entre Europa ocidental e leste europeu, se faz remarcar logo depois da fronteira. As estradas ganham buracos (vários buracos) e se tornam vicinais. Os carrões se metamorfoseiam em carrangas e as placas de sinalização somem. E as cidadezinhas de beira de estrada, antes tão simpáticas, passam a buracos de periferia.

No entanto, Praga é muito bonita. Não é rica, mas é bonita. Não sei se era o cansaço, não sei se eram a chuva e o frio, mas enquanto estava lá não me senti tão maravilhado. Mas depois de ver as fotos que tirei (algumas semanas mais tarde), fiquei espantado com a quantidade de monumentos que conta a cidade. Você posa para uma foto do lado de um, e no segundo plano vê outro, e no terceiro mais dois. A maior densidade de estatuas, fontes, igrejas, teatros, relógios e pontes do mundo!

E o melhor de tudo é o simpático idioma Tcheco, com seus acentos agudos no 'y' e seu circunflexo de ponta-cabeça no 'c' e no 'z'. Sem esquecer do custo de vida – o Mc Donald's mais barato que já freqüentei por essas bandas!

Visitamos o Castelo de Praga, atração turística número um da cidade (que, mesmo em baixa temporada e em dia de chuva estava lotada); a casa do Kafka (que, infelizmente, também não estava lá); igrejas antiqüíssimas (uma da época do Império Romano!). Tentamos visitar várias sinagogas do bairro judeu, mas era sábado – e descobrimos que o sábado é o dia sagrado dos judeus, quando museus, cemitérios, comércio e sinagogas fecham.

E atravessamos a famosa Ponte Carlos, uma ponte bem antiga (e razoavelmente longa), feita de pedra e repleta de estátuas (e camelôs).

Mas Praga é importante demais para ser visitada de passagem, e ficou a sensação de que ainda há muita coisa para se ver. Além das sinagogas e outros monumentos, ainda há a casa onde nasceu Sylvia Saint (atenção: trocadilho infame a caminho) – a tcheca mais conhecida do mundo. Pretendo voltar em agosto.


(continua...)


Primavera de Praga

Viela Dourada, Praga, República Tcheca (24/04/2004)

Antiga caserna do Castelo de Praga.

Dizem que Kafka morou aí por um tempo. Associava o autor a lugares mais lúgubres...


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Karluv Most, Praga, República Tcheca (24/04/2004)

A famosa ponte Carlos vista da torre da Catedral de São Vitor.

De longe não se distinguem os camelôs.


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Casa dos Três Violinos, Praga, República Tcheca (24/04/2004)

Antes que alguém tivesse a brilhante idéia de numerar as casas para facilitar a vida dos carteiros, eram detalhes como esses violinos que diferenciavam um endereço do outro.


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É verdade que Praga tem um charme sombrio - mas preferi visitá-la sob sol.

Enóis no zalpe (parte VII)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 18/05/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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(...continuação)


Berlim (Berlin)

Para finalizar nossa odisséia centro-européia, conhecemos Berlim. Simpática, bonita e, diferente de todas as outras cidades que tínhamos visitado até então, muito moderna. A pobre já foi destruída tantas vezes que a maioria dos edifícios e monumentos foi construído há pouco mais de 50 anos. Arquitetura arrojada, arranha-céus – algo bastante incomum em se tratando do velho continente (que não é velho continente à toa).

As guerras marcam a cidade, sejam as mundiais, seja a fria. É memorial ao soldado soviético, memorial ao soldado alemão, memorial aos judeus. Visitamos o que sobrou da antiga sede da Gestapo, que abriga um museu sobre o holocausto. O mais impressionante mesmo são as ruínas de uma antiga igreja, no centro da cidade (lá venho eu de novo com essa história de centro da cidade!). Não sobrou muito depois dos bombardeios da segunda guerra, mas ver aquele pedaço de igreja em meio à selva de concreto armado é tocante.

E é claro que não poderia deixar de visitar a maior atração turística da cidade: o Muro de Berlim. Não sobrou muito dele (afinal, quem não esteve em coma nos últimos 15 anos sabe que ele foi derrubado), mas ainda restam, por questões históricas (e turísticas) alguns bons pedaços. Alguns foram pintados por artistas plásticos e convertidos em galerias a céu aberto, outros restam cinzentos e feios tal qual deveriam aparecer nos áureos tempos de guerra fria. E o interessante é que existe um marco no chão por onde antes passava o muro: uns tijolos escuros que cortam asfalto e calçadas, incrustados de placas metálicas com os dizeres "Berliner Mauer" – o que, do alto do meu alemão mais do que fluente, deve significar "Muro de Berlim".

O ponto alto foi quando Paula, nossa então navegadora, apontou para um baita de um canteiro de obras dizendo que, segundo o mapa que ela tinha nas mãos, aquela seria a praça onde os nazistas fizeram a queima geral de livros (o que foi diferente de uma liquidação na Fnac). Foram necessários alguns segundos, depois do choque com o descaso alemão com relação a esse monumento histórico, para olharmos na direção oposta e vermos uma singela pracinha. E proclamarmos um novo navegador.


Volta Para Casa – Autobahn

Depois de dois dias em Berlim, atravessamos a Alemanha de leste a oeste (sem paradas...) nas famosas autobahns, estradas impecáveis, livres de caminhões e sem limite de velocidade. Se por um lado é interessante poder guiar a 170km/h sem medo de ser multado, é assustador ver que carros melhores que o nosso pejozinho 206 alugado não se intimidam de colar na nossa traseira e de piscar o farol alto enquanto estamos no limite da máquina. E na Alemanha o que não falta é BMW.

Moral da história: quando todo mundo ao seu redor corre acima dos 200km/h, você se sente na mais lenta das carrangas quando está a 170.

Moral da história 2: em terra de BMW, quem tem Peugeot 206 é plebeu.

Com direito à participação especial de Holanda e Bélgica (que ficavam no meio do caminho) e oito velozes e cansativas horas depois, estávamos em Lille. Sãos e salvos (embora eu tivesse feito o possível para mudar este quadro com a minha direção exemplar).


Conclusão

Seis países e 3900km rodados em dez dias é uma correria danada. E, embora não tenhamos andado de trenó de renas nem sentado no colo do bom velhinho (uia!), a viagem foi muito boa. Believe it or not!

Àqueles que chegaram até o fim desse relato, não prometo nada, já que depois de Liechtenstein ando mais esperto e fazendo menos apostas idiotas. Mas agradeço a atenção. Até a próxima!

(nesse momento o palco se enche de fumaça, um disco voador cor de rosa abre suas portas e eu me alojo confortavelmente no seu interior, acompanhado de um baixinho).

Grande abraço a todos,
Mauro


A antiga Berlim

Metade Oriental, Berlim, Alemanha (25/04/2004)

Antigo semáforo para pedestres da Alemanha Oriental.


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Metade Oriental, Berlim, Alemanha (25/04/2004)

Quem disse que o comunismo não era simpático?


A nova Berlim

Potsdamerplatz, Berlim, Alemanha (25/04/2004)

Será que um dia isso ainda será considerado bonito?


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Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche, Berlim, Alemanha (26/04/2004)

Cicatrizes da Segunda Guerra: a torre desta igreja foi uma das poucas construções que ficou em pé depois dos bombardeios de 1944.


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Berliner Mauer, Berlim, Alemanha (25/04/2004)

Cicatrizes da Guerra Fria: resquícios do Muro de Berlim.


20/11/2007

Castelos delicados

Castelo de Blois, Blois, França (08/05/2004)

Pátio interno do "castelo".

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Castelo de Brissac, Brissac, França (09/05/2004)

Este é o famoso "Castelo de Caras" - que na verdade pertence a uma família de nobres franceses e que só é alugado pela revista Caras de quando-em-vez.


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Castelo de Chambord, Chambord, França (09/05/2004)

Isso é o que dá deixar franceses construir castelos. Cadê os fossos com jacarés? A ponte levadiça? Os muros? As grades? O dragão?



20/10/2007

Perfil baixo

Museu das Histórias em Quadrinho, Bruxelas, Bélgica (29/05/2004)

O Tintin é belga. O Poirot também. E acho que as celebridades belgas acabam por aí...


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Galeria Saint Hubert, Bruxelas, Bélgica (29/05/2004)

Capital do Art Nouveau.


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Sede da OTAN, Bruxelas, Bélgica (30/05/2004)

Aréa 51.


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Bruges, Bélgica (31/05/2004)

A simpática arquitetura flamenga.




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Grande Canal, Bruges, Bélgica (31/05/2004)

Veneza do norte.



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Begijnhof, Bruges, Bélgica (31/05/2004)

Begijnhof quer dizer "Bairro das virgens" (e isso não é uma brincadeira).




Senhores distintos

Fronteira Católicos-Protestantes, Belfast, Irlanda do Norte (04/08/2004)

New life.


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Braşov, Transilvânia, Romênia (26/08/2004)

Mathei e seu paletó amarelo.


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Cemitério muçulmano, Istambul, Turquia (15/04/2005)

Tudo no seu devido lugar.


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Ouro Preto, Brasil (08/06/2007)

- O senhor sabe onde fica o oratório do Vira Saia?

- Fica lá pra cima...

- Mas a gente acabou de vir de lá e não encontramos nada!

- Então fica lá pra baixo, uai...


Arte sacra

Museu do Louvre, Paris, França (04/11/2005)

O padroeiro dos pescadores.


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Museu da Idade Média, Paris, França (15/11/2005)

Sutilidade medieval.


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Museu do Oratório, Ouro Preto, Brasil (08/06/2007)

Jesus nas alturas.


Itália (parte I)

e-Mail originalmente enviado a familiares e amigos no dia 29/07/2004.

Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.


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Prezados,

Começar é sempre o mais complicado. Pensei em uma parábola como parágrafo introdutório: um agricultor, pensando em preparar sua lavoura, decide semear. As primeiras sementes ele joga num terreno arenoso. Depois, ele semeia um campo seco. Em seguida, um campo pedregoso. E, finalmente, as sementes acabam por cair em terra macia e bem adubada. As primeiras sementes...

Eu nunca lembro o que acontece com cada semente. Sei que umas são queimadas, outras têm raízes pouco profundas, outras são comidas por pássaros, e que as únicas que não se ferram são as da terra macia – mas não lembro a relação terreno/destino das sementes...

Depois de dois parágrafos inspirados, o objetivo desse email: relatar mais uma das minhas viagens, da maneira mais longa possível. Está ficando batido, mas o que é batido acaba virando tradição. E tradição é bom! Então, mantendo a tradição, começa mais um...


Diário de viagem sem fim do Mauro

Episódio de hoje:

Itália


Preparativos

Sempre gosto de exaltar como são cansativos e complicados os preparativos das minhas viagens. Dessa vez não poderei fazer o mesmo: a grande verdade é que decidi conhecer a Itália quinze dias antes de embarcar, não reservei nada, planejei muito pouco. Estabeleci cidades que gostaria de visitar, encaixei essas cidades de maneira (semi) lógica num planejamento tosco, comprei uma barraca de camping (para não ter que reservar albergues) e convidei mais quatro malucos para embarcarem nessa furada comigo.

Os quatro malucos foram os já célebres Juliana, Ewerton e Pedro, acompanhados de Ruth, veterana nossa que mora em Paris e que nunca havia conhecido.

Consumidores fiéis, voamos novamente de Ryanair (aquela companhia baratíssima cujos aeroportos têm teto de lona) e, sem atrasos nem bagagens extraviadas, dia 25 de Junho pisávamos em território italiano.


Monza e a arte de acampar

Chegamos de tarde na Itália, no aeroporto Ryanair Milano (que fica em Bérgamo, a 1h de Milão...), alugamos um carro e tentamos visitar a cidade. Meia-hora na Itália foram suficientes para confirmarmos o que todos já tinham nos alertado: a sinalização é caótica. Seguindo a estrada para Milão, nos deparamos com uma amigável placa dizendo "Milano 28km". Continuando pela mesma estrada, um bom tempo depois, outra placa: "Milano 18 km". Felizes, já que a estradela suspeita que seguíamos havia algum tempo parecia nos levar ao lugar certo, avistamos uma outra placa, dez minutos depois: "Milano 30 km".

Resolvemos ficar por Monza mesmo, que estava perto e tinha um camping promissor (nas cercanias do autódromo de fórmula 1).

Encontrar o camping foi um belo exercício de italiano. Com frases sem sujeito nem verbos e quarenta minutos de tentativas, conseguimos encontrar o que procurávamos.

O pão-duro Ewerton e sua magistral barraca nos reservaram a melhor surpresa da noite (já que o chuveiro era frio e a água, não potável): não tinha como não rir do desespero do garoto ao constatar que sua barraca (que custara quase três vezes menos que a minha, vagabunda) já estava montada. "Mas será que é só isso mesmo?". Era. E dormiram sempre dois lá, numa barraca onde mal cabia um. Nascia o mito do Château d'Ewerton.


Milano

No dia seguinte, miraculosamente, conseguimos chegar em Milão. Cidade na qual, nas palavras de um amigo milanês, "não há nada de muito bonito para se visitar".

Meu guia turístico recomendava, como obras-primas da cidade, a fachada de sua catedral (que levou alguns séculos para ser concluída) e a Santa Ceia, de da Vinci, que ficava no refeitório de um cenáculo. Acontece que a catedral estava em reformas (assim como grande parte da Europa), e sua fachada coberta de tapume. E a Santa Ceia, infelizmente, precisava de reserva com muita antecedência (coisa que, obviamente, não tínhamos).

A cidade não é feia. É rica (uma das mais ricas da Itália), berço da moda (muitas lojas de grife) e antiga. Se soubesse que conheceria buracos como Nápoles (descrita posteriormente), talvez tivesse dado mais atenção a Milão.

Mas a grande decepção mesmo foi minha tentativa frustrada de comer um bife à milanesa. Dentre toda a gama de restaurantes que se mostrava para nós, resolvemos escolher o mais barato (por motivos óbvios!). Pedimos três peitos de frango à milanesa e um bife à milanesa. Os peitos de frango chegaram rápido, esperei pelo bife. Quando todos já tinham terminado seus pratos e minha fome estava brava, resolvi perguntar para o garçom, bravo, o que era do meu bife. E o safado me respondeu "Bife? Mas vocês não pediram bife...". O ignorante não tinha entendido meu italiano! Também, não o culpo: o pessoal do norte não está muito habituado com o italiano bem falado de Roma.

Moral da história: contentei-me com um Big Mac nada à milanesa.

Para concluir nossa frustrante passagem por Milão, nossa odisséia ao tentar abandonar a cidade. Mais difícil do que chegar lá, só sair mesmo. Nosso objetivo era Bérgamo (onde passaríamos no aeroporto para pegar o Pedro, que se juntava a nós no segundo dia de viagem). Fizemos o que qualquer um faria e seguimos placas para a cidade. Depois de meia-hora fazendo isso, chegamos a uma trifurcação sem nenhuma sinalização (sádicos italianos!). Aleatoriamente, escolhemos um dos caminhos para, meia-hora depois, voltarmos às primeiras placas que tínhamos avistado. Escolhemos um outro caminho, também aleatoriamente e, meia-hora depois, voltamos para o mesmo ponto de partida. Ainda mais calmos que de início, resolvemos pegar um caminho alternativo. Mais meia-hora e chegamos num ponto com uma placa "Bérgamo para cá, Nada de Bérgamo para lá". Plácidos, seguimos rumo a Nada de Bérgamo. Quarenta minutos de engarrafamento depois, chegávamos ao aeroporto de Bérgamo.

Milão? Eu recomendo!


Verona

O que dizer de Verona? Simpática, bonitinha. E nada mais. Visitamos praças, andamos pelo centro medieval, conhecemos a Casa di Giulietta (a namorada do Romeu). Sem desventuras, nada de mais.



(continua...)



17/10/2007

Itália do Norte

Igreja Santa Maria delle Grazie, Milão, Itália (26/06/2004)

A "Santa Ceia", do da Vinci, fica neste prédio. Mas a construção, por si só, já é um espetáculo.


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Casa di Giulietta, Verona, Itália (26/06/2004)

Romeu e Julieta viviam em Verona. Dizem ser essa sua famosa sacada (a bicicleta, certamente, foi adicionada posteriormente).