Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.
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Caros,
Depois de um certo atraso, cá estou, novamente, com mais um relato de viagem. Nesse não prometo ser sucinto (pois nunca consigo mesmo) e também não garanto aventuras eletrizantes, já que a Europa Central no começo da primavera é um bocado menos selvagem que a Escandinávia no inverno. Tão menos selvagem que penso acrescentar alguns acontecimentos fictícios para apimentar o relato (pois se além de longo ele for monótono, aí que nem a minha querida mãe chega até o final!).
Está começando mais um...
(que de breve e de diário não tem nada)
Episódio de hoje: Enóis no zalpe!
Preparativos
Preparar uma viagem para locais tradicionalmente turísticos, em baixa temporada, é tarefa bem menos complicada do que viajar ao Pólo Norte no Natal. Os hotéis são abundantes e não muito caros, estão livres. A temperatura é tolerável e não se gasta dinheiro adicional comprando quilos de agasalhos e meias e botas. E, para completar a mamata, alugar um carro e não ter de se preocupar com trens e suas reservas e horários hostis é uma mão na roda (sem trocadilhos).
Mas mesmo tudo muito bem planejado não nos liberou de uma surpresinha. Believe it or not.
Roteiro
O roteiro original incluía apenas Suíça, Áustria e Liechtenstein. Mas como no meio do caminho tinha Luxemburgo, tinha Luxemburgo no meio do caminho, acrescentamos mais um país. Depois, analisando o mapa europeu e o caminho que faríamos, resolvemos acrescentar também Berlim, já que fazer um ciclo começando e terminando em Lille é mais inteligente do que uma linha reta indo e vindo até o mesmo ponto. E como entre Berlim e Viena tinha Praga... Acabou que o roteiro fechado foi: Luxemburgo, Suíça, Liechtenstein, Áustria, Rep. Tcheca e Alemanha, necessariamente nessa ordem. Ambicioso, mas factível (ô continente para ter país pequeno!).
Luxemburgo (Luxembourg)
Que não dirijo bem é fato. Agora, pegar um carro depois de nove meses sem tocar num volante, dirigir 350km de um golpe e em terra estrangeira, fizeram da nossa viagem algo muito mais emocionante do que planejado. Mas a verdade é que chegamos sãos e salvos (mesmo que assustados) até Luxemburgo.
O que dizer do país? Os habitantes falam três idiomas distintos (francês, alemão e luxemburguês), e não necessariamente OS três idiomas. E o engraçado é que quem fala alemão ou luxemburguês se orgulha de não falar francês, isso numa mesma cidade! Um país minúsculo (tão pequeno que nos mapas o nome é abreviado para LUX. pois de outra forma seria impossível de fazer caber) em que os habitantes não se entendem. É a terra da discórdia!
Mas, embora não muito famoso turisticamente, o país tem uma belíssima capital. A cidade é pequena (pois se fosse maior também não caberia) e o ponto alto é um grande cânion bem no centro dela. Um enorme buraco no meio da cidade! Ok, no Brasil buraco é o que não falta em cidade alguma, mas esse é diferente. Difícil de descrever. Foi fotografado, e as fotos, em breve, estarão no ar.
Fora a capital (que leva o nome do país), visitamos também um castelo medieval que valia a pena pela paisagem. Sem tempestades de neve, sem renas.

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