Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.
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(...continuação)
Interlaken
Dessa cidade eu nunca tinha ouvido falar até trombar com ela no meu guia turístico, que a recomendava fortemente dada sua localização. Em plenos Alpes suíços, entre dois lagos (o nome da cidade diz alguma coisa?), no pé dos dois maiores montes do país.
A cidade em si era bem (BEM) pequena e seus poucos atrativos eram lojas de souvenires (e dá-lhe canivetes suíços!), restaurantes e a paisagem. Perfeito paraíso de turistas. Mas a estrada para chegar e para sair da cidade compensava tudo. Montanhas enormes, com o pico branco, em meio a lagos de água muito límpida. E no meio dessa paisagem, alguns vilarejos que pareciam feitos de Lego. Rodar numa estrada dessas era cansativo (curvas, curvas, curvas), mas certamente gratificante. Muitas fotos no meu álbum.
Para o nosso jantar em Interlaken, nada mais típico que fondue, um prato suíço. Procuramos crepe suíço, mas não o encontramos. Em lugar algum do país. Foi um pouco decepcionante, mas voltando a falar do nosso fondue: à vontade, de queijo, de carne (bovina, suína, franguina) e de chocolate (suíço!) para arrematar, tudo acompanhado de salada, arroz, batata frita, pães, picles, coca-cola... Não lembrava de ter comido tanto em toda a minha vida. Comer de passar mal.
É claro que tudo tem um preço e só não deixei minhas calças no estabelecimento porque elas insistiam em não sair. Saí rolando.
Zurique (Zürich)
Uma cidade muito rica. Tinha tanto homem de terno e gravata que mesmo eu, que me visto sempre com muita distinção, me senti deslocado. Não me sentia assim desde que fiz papel de mané na Escandinávia com meu poncho verde, minha bota de neve, minhas luvas e outros apetrechos.
Cidade grande. Bonita, mas escassa em afazeres turísticos. Visitamos uma casa onde morou Lenin enquanto tramava a revolução soviética e o Cabaret Voltaire, onde foi criado o Dadaísmo (lembrados desse movimento em que uma roda de bicicleta é escultura e uma bula de remédio é poesia?).
Ponto alto foi a visita à fábrica da Lindt, uma fantástica fábrica de chocolates (ao pé da letra). Infelizmente não pudemos visitar a linha de produção por questões higiênicas (justo eu, que sou tão limpinho!). Mas nada nos impediu de pegar MUITAS amostras grátis de chocolates (suíços!) e de comprar por precinhos camaradas chocolates (suíços!) que vencem daqui algumas semanas.
Dica para se conseguir muitas amostras grátis de chocolate suíço: distraia a mulher da recepção com perguntas cretinas e vagas. "Mas por que a gente não pode entrar na linha de produção? Que negócio é esse de 'higiene'? Mas e se eu vier amanhã, será que eu poderei entrar na linha de produção? Mas por que vocês insistem tanto na higiene?". É o tempo que sua amiga tem para atochar a mão no pote de amostras grátis e encher os bolsos.
Depois das visitas, passamos uma hora num parque, onde encontramos (muitos) brasileiros (praga!) e onde eu construí algumas "lanças" (a partir de gravetos) com o meu canivete (suíço!) recém adquirido. Matei, com uma de minhas lanças, um javali selvagem que ameaçava um bando de criancinhas (suíças!). Assim terminou nossa visita a Zurique.

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