Lembrando que todos os nomes mencionados são fictícios.
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(...continuação)
Praga (Praha)
Na exata metade do caminho entre Viena e Berlim fica Praga. Nada mais natural que, a caminho de Berlim, déssemos uma passada (um pulo) em Praga.
A diferença entre Áustria e República Tcheca, entre Europa ocidental e leste europeu, se faz remarcar logo depois da fronteira. As estradas ganham buracos (vários buracos) e se tornam vicinais. Os carrões se metamorfoseiam em carrangas e as placas de sinalização somem. E as cidadezinhas de beira de estrada, antes tão simpáticas, passam a buracos de periferia.
No entanto, Praga é muito bonita. Não é rica, mas é bonita. Não sei se era o cansaço, não sei se eram a chuva e o frio, mas enquanto estava lá não me senti tão maravilhado. Mas depois de ver as fotos que tirei (algumas semanas mais tarde), fiquei espantado com a quantidade de monumentos que conta a cidade. Você posa para uma foto do lado de um, e no segundo plano vê outro, e no terceiro mais dois. A maior densidade de estatuas, fontes, igrejas, teatros, relógios e pontes do mundo!
E o melhor de tudo é o simpático idioma Tcheco, com seus acentos agudos no 'y' e seu circunflexo de ponta-cabeça no 'c' e no 'z'. Sem esquecer do custo de vida – o Mc Donald's mais barato que já freqüentei por essas bandas!
Visitamos o Castelo de Praga, atração turística número um da cidade (que, mesmo em baixa temporada e em dia de chuva estava lotada); a casa do Kafka (que, infelizmente, também não estava lá); igrejas antiqüíssimas (uma da época do Império Romano!). Tentamos visitar várias sinagogas do bairro judeu, mas era sábado – e descobrimos que o sábado é o dia sagrado dos judeus, quando museus, cemitérios, comércio e sinagogas fecham.
E atravessamos a famosa Ponte Carlos, uma ponte bem antiga (e razoavelmente longa), feita de pedra e repleta de estátuas (e camelôs).
Mas Praga é importante demais para ser visitada de passagem, e ficou a sensação de que ainda há muita coisa para se ver. Além das sinagogas e outros monumentos, ainda há a casa onde nasceu Sylvia Saint (atenção: trocadilho infame a caminho) – a tcheca mais conhecida do mundo. Pretendo voltar em agosto.

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